sábado, 25 de julho de 2015

perfeita imperfeição

sempre fui da opinião de que as palavras nos marcam mais do que certas acções. eu, pelo menos, sou destruída facilmente com palavras, com gestos sei eu lidar. deparei-me com a frase que até hoje mais me marcou: ''quem ama as rosas, suporta os espinhos''. e digamos, deveria ser assim certo? penso que se realmente amamos alguém, amamos tudo. não só a parte boa, não só os sorrisos, não só as promessas. amamos o choro, amamos a raiva, amamos a teimosia, os ciúmes, seja o que for. supostamente o amor é isso, certo? ou pelos vistos ando enganada? vejo muitos conceitos de amor por aí a desaparecerem ao primeiro espinho. não pode ser, se não suportam espinhos, não amam a rosa. não amam nada. chego finalmente à conclusão de que nos dias que correm o amor é cada vez mais confundido com carência, com necessidade de afecto. uma pessoa sem defeitos não é pessoa. portanto não esperem amar algo que não existe. se a tua rosa é teimosa, deixa-a teimar. se é ciumenta, faz com que os ciúmes atenuem. se não te disse as palavras certas, com certeza amanhã as dirá. cresce com ela. não tentes que seja perfeita, não tentes arrancar-lhe os espinhos, porque, afinal de contas, o que é ela sem eles? deixa de ser rosa e passa a ser algo superficial. e é isso que queres? queres o amor certo? luta por ele, aceita a rosa tal e qual como ela é, imperfeita.

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