sempre fui da opinião de que as palavras nos marcam mais do que certas acções. eu, pelo menos, sou destruída facilmente com palavras, com gestos sei eu lidar. deparei-me com a frase que até hoje mais me marcou: ''quem ama as rosas, suporta os espinhos''. e digamos, deveria ser assim certo? penso que se realmente amamos alguém, amamos tudo. não só a parte boa, não só os sorrisos, não só as promessas. amamos o choro, amamos a raiva, amamos a teimosia, os ciúmes, seja o que for. supostamente o amor é isso, certo? ou pelos vistos ando enganada? vejo muitos conceitos de amor por aí a desaparecerem ao primeiro espinho. não pode ser, se não suportam espinhos, não amam a rosa. não amam nada. chego finalmente à conclusão de que nos dias que correm o amor é cada vez mais confundido com carência, com necessidade de afecto. uma pessoa sem defeitos não é pessoa. portanto não esperem amar algo que não existe. se a tua rosa é teimosa, deixa-a teimar. se é ciumenta, faz com que os ciúmes atenuem. se não te disse as palavras certas, com certeza amanhã as dirá. cresce com ela. não tentes que seja perfeita, não tentes arrancar-lhe os espinhos, porque, afinal de contas, o que é ela sem eles? deixa de ser rosa e passa a ser algo superficial. e é isso que queres? queres o amor certo? luta por ele, aceita a rosa tal e qual como ela é, imperfeita.
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